Curitiba, 20 de Outubro de 2017.
16:38

Hackathon Insano: Alagoas avança no desenvolvimento de novas tecnologias

Maratona de 72h proporcionou a criação de quatro apps que beneficiam a sociedade e promovem celeridade ao serviço público

Edição 61

HACKATHON INSANO

Em um mundo conectado e dependente das tecnologias móveis, os smartphones se tornaram verdadeiras ferramentas de inclusão, aprendizado e engajamento. Isso é inegável! Esse recurso também vem sendo utilizado para encurtar distâncias entre os serviços dos órgãos públicos e as demandas da sociedade.
Atentos a esse cenário, a Secretaria da Fazenda de Alagoas tem apostado em inovações mobile. No primeiro semestre, lançou a I Jornada de Inovação, onde nasceu o “Hackathon Insano – 72 horas”. O resultado desse intercâmbio de mentes pensantes foi a criação de serviços, produtos e tecnologias que contribuem no dia a dia dos cidadãos e com o trabalho da Fazenda, propondo mais celeridade e comodidade.
Quem melhor para pensar em temas que seriam transformados em aplicativos do que os próprios servidores fazendários?! Por isso, a primeira etapa da Jornada foi realizada internamente e os assuntos a serem transformados em soluções foram selecionados: Gestão de ficha funcional e funcionalidades correlatas, Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, Nota Fiscal Cidadã e Serviços para o contribuinte.
Para completar a missão e converter isso em recursos tecnológicos aconteceu o “Hackathon Insano – 72 horas”. O desafio, que contou com um total de R$ 40 mil em prêmios, resultou na criação de aplicativos para celulares que vão auxiliar nos serviços fazendários e aos cidadãos.
Além de aproximar os trabalhos da Sefaz a toda a sociedade, a Jornada representou um importante passo para o desenvolvimento do setor produtivo de tecnologia e informação. “Sem dúvida, essas ferramentas aliadas aos serviços do Governo garantem agilidade e efetividade no funcionalismo público, mas para isso acontecer é preciso que existam iniciativas como esta, que incentivem e dêem visibilidade ao trabalho desses profissionais”, pontua George Santoro, secretário da Fazenda de Alagoas.
Para o participante desta primeira edição e integrante da equipe Plus, que desenvolveu o app GP Mob, Tiago Nogueira, o evento representou um avanço na história da área de tecnologia no estado. “Isso proporciona ainda uma maior transparência do funcionalismo público, afinal estamos trabalhando com a abertura de dados por parte do Governo de Alagoas e isso é extremamente importante para o desenvolvimento de novas tecnologias”, vislumbra Nogueira, explicando que a solução irá beneficiar diretamente os servidores públicos.
As tecnologias foram desenvolvidas e pensadas inicialmente para serem executadas em Alagoas, mas alguns participantes já começam a vislumbrar o uso dos apps em outros estados. É o caso da equipe Crimeia, que arquitetou o Economiza Alagoas, que auxiliará o consumidor a realizar uma pesquisa de preço de um produto específico nos estabelecimentos locais.
“Os próximos passos é desenvolver o app também para Android. E, mais no futuro queremos expandir para outros estados e quem sabe em todo o país se possa usar a ferramenta”, almeja o programador da Crimeia, Yves Raphael. O GP Mob e o Economiza Alagoas foram apenas dois dos apps que ganharam destaque durante o Hackathon. Iniciativas como o Contribuinte Conectado, criado pela equipe HJ, disponibiliza mecanismos para fornecer informações aos contribuintes em Alagoas, enquanto o Participa, executado pela Iceberg, propõe aproximar os cidadãos com os serviços fazendários, principalmente na realização de denúncias.

 

 

Aplicativo móvel para plataforma Economiza Alagoas investe em experiência do usuário
App foi desenvolvido pela equipe Crimeia durante Hackathon Insano da Sefaz; estratégia ousada foi usada para criar app em três dias

Felipe Miranda
A extensão do site Economiza Alagoas para dispositivos móveis foi desenvolvida durante o “Hackathon Insano - 72 Horas”. O aplicativo para celular reúne todas as funcionalidades da plataforma lançada pela Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL). A partir de agora, o cidadão alagoano pode pesquisar valores de qualquer produto pelo celular, através do aplicativo oficial da iniciativa. A equipe Crimeia foi a responsável pelo desenvolvimento do app que é alimentado pelo banco de dados da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e).
Yves Bastos lida diariamente com aplicativos. Por trabalhar na área de desenvolvimento mobile, ele soube desde o lançamento do edital pela Fazenda que precisaria montar uma equipe de especialistas para a maratona de três dias. “Foi a primeira certeza que tive. Chamei o Bartolomeu Rodrigues para cuidar da interface e dos aspectos de negócio e o Rubens Pessoa para cuidar da parte mais técnica. Ele cuidou da integração dos dados da API da Sefaz com o nosso produto”, explica o líder do trio Crimeia. Segundo ele, melhorar a experiência do usuário foi a principal preocupação do grupo. “Pensamos além do codificar e conectar a interface com o código, pensamos em como o usuário iria fazer determinadas tarefas e acessar menus, por exemplo.”
Para participar do Hackathon, o grupo precisou de um preparo psicológico. Aventureiros de primeira viagem, eles nunca haviam participado de nenhum evento do gênero. “A gente se preparou motivando uns aos outros e com a completa confiança de que poderíamos ganhar”, conta Bastos. O ritmo foi frenético desde o início do desafio. O nome que escolheram para representar a equipe já entrega o espírito da coisa. “Crimeia se refere aquela região que foi anexada pela Rússia há alguns anos atrás. A gente meio que se sentia como se estivesse indo para a guerra, sabe? Eu acho que acabou sendo uma boa escolha.”
Outra escolha que deu certo foi a de trabalhar com o Economiza Alagoas. O trio se sentiu instigado em colaborar. “É uma ferramenta com potencial enorme e que vai servir a população inteira de Alagoas.” Se o edital do evento forneceu dado como requisitos básicos e aspectos técnicos, a Crimeia apresentou experiência de usuário, interface e detalhes extras, como a integração do app com a funcionalidade William Panche. 
“É um produto da Ilha Soft, local onde trabalho, que serve como um robô. Você basicamente conversa com ele e ele resolve alguma coisa. No Economiza Alagoas, ele vai dar informações sobre os melhores preços e estabelecimentos”, explica Bastos.
Para criar o aplicativo móvel, o desenvolver web destaca os três pontos fundamentais que foram considerados por ele e sua equipe durante o Hackathon. “É preciso conhecimento das tecnologias que se vai utilizar, entender o problema que se quer resolver e o público alvo de tudo isso. “ Parece muita coisa para fazer atento, certo? Imagine então com apenas seis horas de descanso durante as 72 horas. Foi esse o período de tempo que Yves, Bartolomeu e Rubens se permitiram dormir. 
“O dia que mais pesou foi o final do segundo, porque a estratégia que a gente utilizou foi um pouco ousada. Se alguma coisa no encaixe desse errado, a gente ia se dar muito mal.  E estava meio que dando errado. No sábado a noite, começamos a entrar em desespero e ninguém produzia muito bem. Fizemos uma pausa, saímos do local, conversamos e botamos a cabeça no lugar”, relembra Bastos.
A imersão ao lado de pessoas com o mesmo objetivo foi, segundo o grupo, uma das sensações mais gratificantes da jornada. “Só sabe quem vive isso. Realmente foi muito gratificante. O saldo é que a gente acabou criando um produto melhor do que a gente imaginava e estamos todos extremamente motivados pra continuar trabalhando nele.”
Daqui para frente o app sobre o Economiza Alagoas é uma empresa. “Já temos um mentor e estamos em contato direto com a Sefaz para melhorar a API e a integração dela com o nosso aplicativo. Os próximos passos são: publicar o aplicativo para Alagoas; fazer uma versão android e levar nossa ferramenta para o Brasil inteiro”, conclui o desenvolvedor web.

 

 

Hackathon da Sefaz desenvolveu aplicativos para públicos interno e externo
GP-Mobi e Contribuinte Conectado vão suprir necessidades de servidores e cidadãos em Alagoas

Felipe Miranda
Durante o Hackathon Insano, pequenos grupos de desenvolvedores web aceitaram o desafio de criar aplicativos móveis para ideias da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL). Os projetos foram pensados para contemplar os públicos interno e externo do órgão.
A equipe Plus, por exemplo, adotou o GP-Mobi, que vai permitir que servidores acessem suas fichas cadastrais para eventuais atualizações. Já o grupo HJ ficou com o Contribuinte Conectado, que vai disponibilizar os principais serviços da Fazenda no aplicativo. Modernização, transparência e inovação resumem os resultados da maratona.
“Decidimos participar de última hora, mas valeu muito a pena. Aprendemos que desistir não é uma opção. Durante os três dias de evento pensamos várias vezes em largar tudo por conta das desvantagens em relação aos outros grupos”, revela Harrison Alves, que enfrentou a competição ao lado de João Roberto dos Santos. Um é contador e o outro programador. Juntos, eles optaram por deixar o app mais fácil de ser usado. “Focamos na apresentação final do produto”, completa Harrison Alves.
A ideia do Contribuinte Conectado é facilitar a rotina do contribuinte alagoano, disponibilizando serviços do Portal Web, Portal do Contribuinte e Call Center em dispositivos móveis, seja ele smartphone ou tablete. Facilidade que acompanha o projeto GP-Mobi, transformado em app pela equipe Plus.
O GP vai possibilitar que o servidor visualize sua ficha cadastral atualizada. Celeridade nos processos e redução de custos são os objetivos. Tirar a iniciativa do papel foi possível graças a conhecimentos técnicos, de mercado e de pessoas. É o que defende Tiago Alves, membro da equipe Plus.
“Nós focamos muito na acessibilidade e usabilidade, adicionando elementos de gamificação e big data para tornar o produto mais intuitivo e produtivo. Nós já tínhamos participado de eventos de startup, mas nunca algo tão intenso e dinâmico como o Desafio Insano”.
Durante as 72 horas de evento, a equipe Plus fez uso dos conhecimentos prévios de cada integrante. Clenisson Calaça Cavalcante, Luana Lins e Danilo Rodrigues trabalham com soluções voltadas para o público interno e aproveitaram a experiência para atender às necessidades dos servidores da Sefaz.
“Logo no começo nós dividimos os três dias em oito metas para cada componente. Assim, nós sabíamos avaliar durante as entregas se estávamos indo bem ou mal na corrida”, afirmou Thiago Alves.
A partir de agora, a Plus pretende investir no segmento de apps móveis. “Esperamos que mais oportunidades como essa surjam e, certamente, estaremos melhor preparados para as demandas do mercado”, conclui.

 

 

Aplicativo permite funcionalidades da Nota Fiscal na palma da mão
Contribuinte terá acesso a consulta de créditos, alteração de senhas e realização de denúncias; equipe Iceberg criou o app durante o Hackathon da Sefaz

Felipe Miranda
A Nota Fiscal Cidadã (NFC) é um sucesso por motivos bem pontuais. O programa instiga a cidadania, reforça a consciência fiscal do contribuinte alagoano e promove o engajamento social. A lista de beneficiados com o programa é extensa.  Tão grande quanto a insanidade que invadiu o Centro de Convenções entre os dias 18 e 20 de agosto durante o Hackathon da Sefaz/AL. Uma espécie de reforço tecnológico que conversa com o processo de modernização da Fazenda Pública. É que a equipe Icerbeg, uma das inscritas na maratona, tirou do papel a ideia de reunir em um aplicativo para celular algumas funcionalidades da NFC que antes só podiam ser acessadas de forma presencial.
Um programador backend, um designer e dois programadores android foram necessários para dar vida ao aplicativo “Participa Alagoas/ Eu Cidadão”. Lucas Barros é bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Alagoas, Daniel San é graduando em Engenharia de Computação também pela Federal, Antônio Victor é técnico em informática e Luiza de Carvalho é designer. Juntos, eles formaram a equipe Iceberg.
“Esse nome foi uma brincadeira. Durante o evento fez muito frio por lá, logo optamos por Iceberg por significar uma Ilha de gelo”, explica Lucas Miranda. Segundo ele, houve uma divisão de tarefas para que tudo funcionasse dentro do esperado. “Cada membro da equipe tem sua especialidade, então optamos inicialmente por definir a ideia e o que iríamos adicionar para melhorar o aplicativo.”
Alteração de senhas, consulta de créditos, notificação de sorteios e denúncias automáticas são as principais funcionalidades do aplicativo “Participa Alagoas/ Eu Cidadão”, pensado por servidores da Sefaz/AL na primeira etapa da Jornada.
“Depois de muita conversa e definições, todos sabíamos como o aplicativo deveria ser. Iniciamos os trabalhos sempre com muita comunicação e trabalho em equipe“, lembra Barros. “Com o app a população vai poder consultar seus saldos, denunciar irregularidades nos estabelecimentos e compartilhar suas experiências no aplicativo.”
Apesar de o conceito para o aplicativo já existir e as equipes apenas migrarem essas ideias para estruturá-las, de fato, a equipe Iceberg precisou modificar alguns pontos do projeto a cada nova funcionalidade descoberta durante o processo de criação. Uma das palestras que aconteceram no evento serviu de inspiração para o grupo.
“Acrescentamos a funcionalidade Push, tecnologia que foi apresentada em uma das palestras do evento pelo Leandro Neves. Ela nos possibilitou criar denúncias através de chats com robôs tanto dentro do nosso aplicativo quanto nas maiores redes sociais de hoje, como por exemplo, o Facebook e Twiter”, conta Barros.
O aplicativo, que é uma iniciativa da Sefaz para o cidadão, também se tornou algo da equipe. “Isso por conta de nossas soluções e sacadas para torná-lo mais atrativo e melhor para os usuários”, explica Barros. Entre as novidades que o Participa Alagoas/Eu Cidadão vai disponibilizar para o contribuinte, uma barra que mostra uma contagem regressiva de números de notas fiscais que faltam para adquirir um novo bilhete para sorteios da Nota Fiscal Cidadã.
Criatividade e trabalho duro foram tudo que a equipe Iceberg empregou durante o Hackathon. “Uma equipe de profissionais competentes fez toda a diferença na hora de entregar um aplicativo de qualidade para a população”, defende o programador. Se sobrou talento, faltou tempo para dormir ou tomar banho. Mas tudo bem, a prioridade era outra ali. “É unânime que o cansaço foi o que mais pesou em todos nós. Conseguirmos tomar um único banho cada um e em tempo recorde.”
Se tantos esforços valeram a pena? A equipe defende que sim. “A amizade entre a equipe cresceu, aprendemos a lidar com as diferenças e ficamos sabendo um pouco mais sobre os nossos limites. Também fizemos muito networking e nossas relações interpessoais cresceram. Conseguimos estar entre os vencedores do Hackathon e isso foi incrível”, conta. Para o futuro, seguir construindo soluções que facilitem a vida das pessoas. “Sempre com muito estudo e honestidade.”

 

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