Curitiba, 20 de Outubro de 2017.
16:11

No Google I/O, consultor proclama a era das soft skills

Conferência anual realizada em São Francisco (EUA) teve sua primeira edição em Porto Alegre

Edição 61

Jorge Horário Audy

É desde a década de 1980 que o setor de Tecnologia da Informação vem tentando desconstruir a imagem daquele profissional de programação isolado, de pouca interação social e em contato apenas com a máquina. Aos olhos da sociedade, essa imagem parece persistir, mas dentro do próprio setor existe uma revolução efervescente em outra direção: as soft skills, ou habilidades intangíveis, relacionadas a aspectos da personalidade.



 



Essa foi a essência da provocação que o consultor da desenvolvedora de software DBServer, Jorge Horário Audy, fez durante a primeira edição do Google I/O em Porto Alegre, evento anual realizado em São Francisco, na Califórnia, quando são discutidas tendências no universo da tecnologia e apresentados os lançamentos da empresa. A edição local ocorreu no dia 27 de maio.



 



Para Audy, o que define o profissional do século 21 é o quanto ele se conecta, se envolve, aprende e contribui com o mundo. “Não se fala mais em idade ou geração, fala-se em conectividade: conexão com as melhores práticas, com novas metodologias, porque só a tecnologia não resolve nada. É preciso desenvolver, antes, as soft skills”, afirma o consultor e agile coach.



 



Essas habilidades intangíveis, entendidas basicamente como capacidade de empatia, de planejamento, de diálogo, de negociação, entre outras, precisam ser somadas às novas metodologias de trabalho que estão transformando o mundo das empresas, como Art of Hosting, Lean, Scrum, Kanban, Design Thinking, Dragon Dreaming, Lean Office e Gamestorming. Nessas metodologias, o que conta é o capital intelectual de todos os participantes dos projetos, do líder ao estagiário. “Essa abordagem gera o senso de pertencimento e promove o engajamento e o comprometimento. O projeto passa a ser de todos. É diferente das últimas décadas, quando alguém dizia o que deveria ser feito e os outros executavam. Agora o negócio é ‘juntos’”, complementa.



 



Do outro lado, as empresas também precisam rever suas práticas de atração, desenvolvimento e retenção de bons profissionais. “Como atrair um profissional de 25 anos cheio de energia e de conhecimento tecnológico? Com um modelo em que ele é apenas um executor de tarefas? Ele não fica. Essa galera quer trabalhar no Google, mas enquanto não conseguem, as empresas acham que eles vão aceitar um regime industrial do século passado? Não vão”, provoca Audy.



 



Na visão do consultor, profissionais e empresas precisam puxar a responsabilidade para si. De um lado, olhar para o mundo e seguir as boas práticas que se esperam de um grande profissional. De outro, procurar ser um agente de mudança para introduzir as inovações necessárias. “Não são tarefas fáceis, mas não vejo outra saída”, conclui.



 



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Conferência anual realizada em São Francisco (EUA) teve sua primeira edição em Porto Alegre

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