Curitiba, 19 de Abril de 2018.
11:06

O que a política e os índices econômicos acenam para o setor de TI

Em evento realizado pela ASSESPRO-SP, autoridades traçam perspectivas promissoras até 2022, mas afirmam que setor precisa acompanhar regulações do Governo para continuar crescendo e evitar entraves em seu ambiente de negócios.

Edição 63

ASSESPRO SP

Atualmente, a ASSESPRO acompanha 850 proposições políticas em debate na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, além das regulações do Poder Executivo. Dentre essas, 40 são sinalizadas pela entidade para acompanhamento prioritário e tratam de temas como: desoneração da folha de impostos, terceirização de trabalho, licitações, software livre, data centers, tributação, regulamentação da profissão, segurança de dados, entre outros. Com a constante modificação das normas e legislações que afetam as empresas de TI no Brasil, a Foco Assessoria e Consultoria, que presta consultoria à ASSESPRO NACIONAL na promoção de seu relacionamento junto às autoridades públicas federais, defende que exista uma contínua articulação do setor na defesa de seus pleitos, com propostas voltadas para impulsionar o segmento, por meio da construção de posicionamentos, definição de prioridades e, especialmente, contato com os parlamentares que participam dos debates relacionados aos temas de interesse do setor. 

No exercício de suas atividades, a Foco Assessoria e Consultoria destaca que “os congressistas e ministros passaram a entender a importância que o setor de TI tem para o Brasil, com uma mudança de mentalidade de que o país é movido apenas pelo agronegócio ou indústria tradicional. Estamos provando que o Brasil está inserido na formação da nova indústria 4.0 e que precisa voltar sua atenção também a ela”. Durante o Farol 2022, evento promovido pela ASSESPRO-SP, o cientista político Renato Roll, da Foco, explicou que parte dessa mudança de percepção ocorre devido ao “ao crescimento do setor nos últimos anos, com índices muito acima do crescimento do PIB nacional, chegando à casa de 10% ao ano”, além da maior participação das associações do setor nas discussões das políticas públicas. 

Durante a palestra, a Foco deixou claro seu papel de atuação em relação às causas do setor de TI junto aos poderes públicos, que incluem: promover e defender interesses coletivos das empresas; ser protagonista no desenvolvimento tecnológico do país; cooperar ativamente nas decisões de políticas públicas; contribuir para a eficiência do Estado no uso de TI. Outro destaque trazido ao debate pela assessoria parlamentar foi a importância do envolvimento e engajamento dos empresários do setor na discussão das políticas públicas discutidas que envolvem diretamente o segmento, monitorando as regulações que podem interferir nos negócios de TI.



 



PERSPECTIVA PARA TI



Com cenário econômico nacional em recuperação, conforme apresentado no evento pelo economista André Rebelo, assessor de Assuntos Estratégicos da Presidência da FIESP e membro do conselho deliberativo do SEBRAE-SP, muitos setores passam a apresentar e a discutir potenciais índices de crescimento para os próximos anos, o que tende a refletir diretamente em diversas atividades empresariais. Para a indústria de TI, que já demonstra trajetória ascendente, a perspectiva é de um crescimento contínuo nos próximos anos. Porém, os palestrantes do Farol 2022 alertam que há uma necessidade constante de acompanhamento das regulações do Governo, para que o segmento de TICs continue progredindo, sem correr riscos de que entraves surjam nesse ambiente de negócios. 

Luis Henrique Cidade, sócio-diretor da Foco, e que também foi palestrante do Farol 2022, destacou a importância das entidades como representantes da sociedade civil organizada, que têm o papel de influenciar nos encaminhamentos e formulações do governo para que as decisões políticas venham de encontro do desenvolvimento do país e dos interesses do setor. “O constante monitoramento das formulações das políticas públicas protege o setor de eventuais 'ajustes' econômicos que podem onerar o setor produtivo, burocratizar e dificultar as operações das empresas”, diz Cidade.

O Farol 2022 abriu ainda espaço para discussão sobre os impactos da segurança cibernética para as finanças das empresas – sejam elas diretamente ligadas à TI ou de outras áreas. De acordo com Rogério Winter, do Instituto de Inteligência Cibernética do Brasil (IIC BR), os ciberataques trarão um alto custo às operações das empresas nos próximos cinco anos e, por isso, é necessário que seja dada mais atenção, principalmente do ponto de vista político, ao assunto, especialmente através da criação de marcos regulatórios, estruturas de proteção contra vulnerabilidades e de uma educação voltada para princípios de defesa. Em sua palestra durante o Farol 2022, Winter destacou que no Brasil a questão da segurança cibernética ainda não é prioridade e que o governo precisa dar mais atenção ao tema, criando normas mais rígidas para a segurança da informação.



 



Posição da entidade



A ASSESPRO-SP, juntamente com ASSESPRO NACIONAL, está sempre em busca de abrir um canal de comunicação e diálogo com o governo para que os assuntos do setor possam ser discutidos e planejados, levando-se em conta os interesses e necessidades das empresas do segmento. Para esclarecimentos e amparo frente às questões de interesse público envolvendo o setor de TI, a ASSESPRO-SP permanece à disposição de empresas associadas e não associadas a fim de contribuir com suas posições e ações diante das diversas questões e discussões em curso.



 



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O que a política e os índices econômicos acenam para o setor de TI
Em evento realizado pela ASSESPRO-SP, autoridades traçam perspectivas promissoras até 2022, mas afirmam que setor precisa acompanhar regulações do Governo para continuar crescendo e evitar entraves em seu ambiente de negócios.

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