Curitiba, 19 de Abril de 2018.
11:43

SMART COPEL

presidente da Copel

Edição 63

ANTONIO GUETTER

Você estaciona seu carro elétrico na garagem, abre a porta de casa com um cartão e a luz, o som ambiente e o ar-condicionado são ligados automaticamente, com a intensidade, a música e a temperatura que lhe agradam. A água do chuveiro já começa a ser aquecida do jeitinho que você gosta. Tudo isso alimentado por uma energia elétrica gerada em placas voltaicas no telhado da residência ou espalhadas pelo condomínio. No fim do mês, sua conta de luz lhe traz um crédito, pois sua mini-usina caseira gerou mais do que você consumiu e a sobra vai para a rede da Copel, que ainda lhe paga por isto.



Os paranaenses ainda podem achar que isso tudo é ficção mas, se depender do presidente da Copel, Antonio Guetter, não por muito tempo.



 



"A Companhia foi criada, em 1954, com a missão básica 

de dotar o Estado com a infraestrutura em energia elétrica necessária 

ao seu desenvolvimento. Mas, se pouco mudou nestes 64 anos na geração, 

transmissão e distribuição de energia, muito vai mudar, 

e na velocidade da luz, nos próximos anos." 



 



Não temos ainda no Brasil tudo que foi projetado no primeiro parágrafo, mas não estamos longe disso, segundo Guetter . 



 



"São mecanismos que já acontecem em alguns países mais desenvolvidos e, 

em muitos, as concessionárias de energia estão à frente, ampliando e modernizando 

os serviços que oferecem à população. Estamos preparando a Copel para isto." 



 



Quem visitou a Smart City Expo, evento internacional realizado em Curitiba no final de fevereiro, certamente se surpreendeu com o estande da Copel. Não era um estande, era um posto de abastecimento, ou melhor, um eletroposto. A empresa antecipou na feira um projeto que seria lançado em março, a primeira Eletrovia do País, um conjunto de eletropostos da Copel no trajeto de Paranaguá a Foz do Iguaçu, com participação da Itaipu.  Os dois primeiros já estão funcionando, em Paranaguá e Curitiba, onde os veículos elétricos podem ser recarregados gratuitamente. 



 



"Não existe ainda no Brasil a regulamentação para a cobrança da energia fornecida nestes postos. Na verdade, não sabemos ainda como tudo isso vai funcionar, mas temos certeza que vai funcionar. A demanda por mobilidade elétrica vai crescer muito e queremos estar prontos para que a Copel seja uma referência." 



 



 



CONEXÃO PORTUGUESA



A Eletrovia é um dos projetos que a Copel desenvolve em parceria com o grupo português Ceiia, especializado em tecnologias de mobilidade. “Portugal está firme nesse rumo, a mentalidade deles na inovação é muito forte”, disse Guetter, que em fevereiro participou, em Matosinhos, do Go Portugal programa governamental que incentiva parcerias público-privadas internacionais no desenvolvimento de setores estratégicos da economia e da sociedade. 

A Copel - única elétrica a participar do evento, ao lado de instituições de pesquisa e fomento da Europa e Estados Unidos - firmou um protocolo voltado à mobilidade elétrica. O objetivo é o desenvolvimento conjunto de projetos e o consequente fomento da mobilidade elétrica não apenas no Paraná, mas também para além de suas fronteiras.

Representando o governador Beto Richa no evento, Guetter destacou que ainda neste primeiro trimestre as duas instituições devem apresentar soluções para a descarbonização da mobilidade pelo uso da eletricidade. “O acordo de cooperação que assinamos é a concretização de ideias, projetos e sonhos. Acredito que a Copel e o Ceiia estão construindo o futuro. No futuro próximo, novas tecnologias, o comportamento do consumidor e a busca pela redução nas emissões de carbono trarão mudanças no setor. Por isso investimos em smart grids (redes inteligentes de energia), mobilidade elétrica e trabalhamos com os melhores parceiros nessa área”, completou.



 



SMART IPIRANGA



A Copel iniciou em março a instalação de medidores inteligentes de energia em todas as 5 mil unidades consumidoras do município de Ipiranga, nos Campos Gerais, a 175 km de Curitiba. Será o primeiro município do Brasil 100% atendido com medidores inteligentes de energia. O investimento será de R$ 7,9 milhões e todos os medidores da cidade serão trocados até outubro.

O medidor inteligente será monitorado de forma remota pela Copel, que assim saberá, em tempo real, a localização precisa de um problema na rede.



 



"Quando houver queda de luz, a equipe da Copel será acionada

de forma imediata e irá para campo com a localização exata de onde

houve o desligamento, atendendo o consumidor com mais agilidade." 



 



Com o medidor, o consumidor também terá o controle de seu consumo em tempo real, de forma digital, podendo planejar melhor seu consumo conforme a hora do dia e também adequar seus equipamentos e iluminação com sistemas mais econômicos.

A leitura do consumo nas residências também será feita de forma remota e em tempo real, sem a necessidade de leituristas indo nas casas. Também serão medidos os valores das grandezas do fornecimento de energia, como tensão, corrente e potência, garantindo alto controle da qualidade de energia entregue aos consumidores.

Além da instalação de medidores inteligentes, que permitirão automatizar a medição de energia, serão instalados sistemas de reconfiguração de rede (self healing) e reguladores de tensão automáticos – tudo integrado por sistemas de informação e telecomunicações com potencial para integrar outros serviços no futuro, como medição de gás e água, entre outros.

Esse modelo é o mesmo adotado em redes inteligentes internacionais, como de distribuidoras de energia nos Estados Unidos, país que possui a maior quantidade de medidores inteligentes instalados do mundo. “Em fevereiro de 2017, visitamos as empresas Florida Power & Light, em Miami, Oncor, em Dallas, e ComEd, em Chicago, para conhecer as soluções implantadas nas redes de distribuição pelos americanos, contemplando a medição remota de energia. O maior projeto de redes inteligentes do mundo, em Tóquio no Japão, também segue o mesmo modelo. Começamos com essa inovação no Paraná, em Ipiranga, e vamos expandir continuamente”, anuncia o presidente.



 



TECNOLOGIA NO CAMPO



A Eletrovia é um dos projetos que a Copel desenvolve em parceria com o grupo português Ceiia, especializado em tecnologias de mobilidade. “Portugal está firme nesse rumo, a mentalidade deles na inovação é muito forte”, disse Guetter, que em fevereiro participou, em Matosinhos, do Go Portugal programa governamental que incentiva parcerias público-privadas internacionais no desenvolvimento de setores estratégicos da economia e da sociedade. 

A Copel - única elétrica a participar do evento, ao lado de instituições de pesquisa e fomento da Europa e Estados Unidos - firmou um protocolo voltado à mobilidade elétrica. O objetivo é o desenvolvimento conjunto de projetos e o consequente fomento da mobilidade elétrica não apenas no Paraná, mas também para além de suas fronteiras.

Representando o governador Beto Richa no evento, Guetter destacou que ainda neste primeiro trimestre as duas instituições devem apresentar soluções para a descarbonização da mobilidade pelo uso da eletricidade. “O acordo de cooperação que assinamos é a concretização de ideias, projetos e sonhos. Acredito que a Copel e o Ceiia estão construindo o futuro. No futuro próximo, novas tecnologias, o comportamento do consumidor e a busca pela redução nas emissões de carbono trarão mudanças no setor. Por isso investimos em smart grids (redes inteligentes de energia), mobilidade elétrica e trabalhamos com os melhores parceiros nessa área”, completou.



 



STARTUPS



A Copel lançou ano passado uma chamada pública para atrair 5 startups interessadas em parcerias inovadoras em diversos segmentos tecnológicos relacionados com suas áreas de atuação. A intenção era buscar projetos – produtos, soluções ou serviços – que possam agregar valor aos negócios da empresa. Em troca, as startups selecionadas vão receber contrapartida financeira, profissionais para mentoria e infraestrutura dentro da Copel para viabilizarem os projetos. A parceria terá duração de até seis meses a partir da consolidação do contrato. Neste período, as startups devem desenvolver e implantar a solução proposta.



 



INTERNET MAIS RÁPIDA DO BRASIL 



A Copel Telecom é uma das mais novas empresas no competitivo mercado de telecomunicações, mas já fica entre as melhores. A empresa tem a internet em banda larga fixa mais rápida do país – e também o melhor serviço, de acordo com pesquisa feita com os usuários pela Anatel. 

Já a fibra ótica da Copel Telecom alcançou os 399 municípios em 2012, tornando o Paraná o primeiro estado 100% digital do Brasil. 



 



MICROGRID



A Copel está desenvolvendo uma iniciativa inovadora, em parceria com Itaipu Binacional, envolvendo as chamadas microgrids, um conceito de geração e uso da energia que promete ser o futuro do sistema elétrico. 



O piloto do Projeto Microgrid Copel-Itaipu será instalado no município de São Miguel do Iguaçu, oeste do Estado, baseado na geração de energia a partir de biodigestores de dejetos de suínos. A expectativa é que o sistema comece a operar ainda no segundo semestre deste ano.

As microgrids consistem, basicamente, em uma espécie de “ilha de energia”, na qual a geração, o armazenamento e o consumo podem funcionar conectados ou não à rede de distribuição. Uma tecnologia que tem ganhado corpo, especialmente na Europa e Estados Unidos, para auxiliar no funcionamento da rede e funcionar como backup rápido e eficiente em casos de contingência, especialmente em regiões remotas.

No Paraná, o Projeto Microgrid da Copel e Itaipu significa não apenas uma resposta à inovação do setor elétrico dentro do conceito de geração distribuída, com vistas à otimização do uso de recursos energéticos, mas também uma proposta que trará mais resiliência para a rede da concessionária. 

É, inclusive, uma forma de contribuir com o que tem sido feito dentro do Mais Clic Rural. “Somadas ao Mais Clic, as microgrids funcionam como um suporte a mais em casos de contingenciamento, já que são uma espécie de área de confiabilidade, em que o conjunto de suas instalações pode ficar inerte à rede e continuar alimentando um conjunto de clientes enquanto a rede principal é reparada”, explica o presidente da Copel, Antonio Guetter.

Embora as microgrids já comecem a ser implantadas no Brasil em estruturas como condomínios, por exemplo, a diferença do projeto paranaense é que, em vez de beneficiar apenas um grupo específico de consumidores, pode se estender a vizinhos e outros usuários que não sejam, necessariamente, parte direta do sistema. “Tudo isso porque a rede da Copel fará seu monitoramento e controle, sendo preparada para gerir essa energia e direcioná-la de forma inteligente. A grande novidade é usar o recurso e ajudar outro consumidor que nada tem a ver com a origem do sistema, usando a rede”, define Guetter.

Nesta primeira implantação, o projeto vai contemplar a adaptação de uma planta de biodigestores que armazena a energia gerada a partir do gás metano dos dejetos dos animais. Trata-se de um microgerador que, até então, atua com geração distribuída compartilhada. O investimento, de R$ 1 milhão, será aplicado pelas duas empresas no sistema de controle do gerador, para prepará-lo para interagir com a rede, e nas adaptações e equipamentos para a rede de distribuição. 

Nesta primeira planta, a geração é de 150 kVA – suficiente para abastecer até 8 consumidores agroindustriais, que é o perfil da vizinhança. “A escala é pequena, por enquanto, mas caminhamos para atender outras plantas de tamanho maior. Há potencial para adaptarmos plantas com até 1 megawatt de energia, capazes de atender até 800 consumidores em cada ilha”, explica Guetter.

Mais que isso, há potencial para fomentar negócios da própria Copel. “Nada impede que no futuro criemos as nossas próprias microgrids”, adianta o presidente. Uma alternativa que pode fazer parte do futuro da rede de distribuição, exigindo investimentos menores e resultando em tarifas mais baixas para atender áreas remotas. 



 



"É o futuro que se desenha por meio do compartilhamento de energia. O mundo passa 

por uma revolução tecnológica na velocidade do Whatsapp. Queremos fazer parte disso, 

não apenas fornecendo a energia, mas também ajudando a transformá-la 

em mais desenvolvimento, conhecimento e conforto para as pessoas"



 



 



 



ENGENHEIRO CONCURSADO



Antonio Sergio Souza Guetter tem 56 anos e nasceu em Curitiba. Formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná. Tem mestrado em Finanças e em Administração. Fez especializações nos Estados Unidos e Japão. 

O atual presidente, que assumiu em março do ano passado, ingressou na Copel por concurso público em 1987 e já ocupou diversos cargos técnicos e de gestão na empresa. Foi diretor de Participações, Finanças e Copel Renováveis. Na Fundação Copel, foi diretor de Administração e Seguridade e diretor-presidente. De janeiro de 2016 a março de 2017, Guetter foi diretor-presidente da Copel Distribuição, a maior empresa do grupo Copel.



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SMART COPEL
presidente da Copel

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