Curitiba, 19 de Agosto de 2018.
17:07

Startups: um sonho possível

Quem visita negócios tecnológicos emergentes no Vale do Silício, impressiona-se com o enorme trabalho realizado após alguém ter sonhado em colocar um novo produto ou serviço no mercado.

Edição 64

Marcos de Lacerda Pessoa

Quem visita negócios tecnológicos emergentes no Vale do Silício, impressiona-se com o enorme trabalho realizado após alguém ter sonhado em colocar um novo produto ou serviço no mercado. 

Impressiona-se com o maior intervalo de tempo que as empresas nascentes levam para ir ao mercado; com os extensivos testes de mercado realizados; com as elevadas somas de dinheiro aportadas nesses empreendimentos, e com a extraordinária atividade intelectual gerada, muitas vezes em contínua interação com universidades renomadas e institutos de pesquisa consolidados.

Aqui, no Brasil, a perplexidade é constatar, muitas vezes, exatamente o oposto: alguém surge com uma ideia; no mercado, testa-a mal; não busca avaliar o estado da arte do produto ou serviço a ser comercializado; requer ajuda financeira para desenvolver e comercializar, esperando fazê-lo no mais curto espaço de tempo possível; e encontra dificuldade em interagir com universidades e institutos de pesquisa, praticamente não gerando novos conhecimentos.

É certo que temos boas iniciativas no desenvolvimento de startups, mas ainda notamos um grande amadorismo nessa área.

Inovação tem a ver com mercado, sendo o insight apenas uma pequena fase do processo, e não é tarefa trivial colocar, no mercado, um produto ou serviço que traga valor para quem vai utilizá-lo, devido ao ineditismo apresentado. Aplicando o que disse Thomas Alva Edison sobre o gênio, trata-se de 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Boas iniciativas, entretanto, estão surgindo no país, como os Centros de Inovação, dotados de capacidade para dar suporte de gestão às startups a fim de tornar uma nova ideia aceita no mercado. Eles proveem aos novos empreendedores auxílio para interagirem com universidades e institutos de pesquisa; ofertam serviços de advocacia especializada em novos negócios, planejamento financeiro e de marketing on-line e off-line, meios para captação de recursos, estudos de mercado, produção de cenários, contabilidade, coaching pessoal e profissional, diretrizes de comercialização, se não a própria. Essas iniciativas profissionalizam o processo de inovação e aumentam significativamente a possibilidade de sucesso para os novos empreendimentos.

É somente por meio da profissionalização que conseguiremos constituir mais startups bem-sucedidas. É com profissionalismo e muito trabalho competente que geraremos novos empregos e renda, a partir das empresas emergentes de base tecnológica.



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Quem visita negócios tecnológicos emergentes no Vale do Silício, impressiona-se com o enorme trabalho realizado após alguém ter sonhado em colocar um novo produto ou serviço no mercado.

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